domingo, 9 de outubro de 2011

Grande Mídia x Blogosfera



Reproduzo a seguir texto analítico do grande camarada militante Wellington Lyrio sobre a guerra "silenciosa" que o oligopólio midiático brasileiro trava com a blogosfera.




O cavaleiro pode mudar...mas...o caráter braço ideológico será o mesmo.


Hoje pela manhã quando acessei a internet visando acompanhar as notícias do dia, tal como de costume, não aconteceu nada diferente. Mas, um sequência de simples leituras ilustrou algo mais de que certo, porém, uma coisa que alguns insistem em negar, ou por inocÊncia, ou desonestidade intelectual mesmo. Me refiro a atuação da Grande Mídia como um Partido Político e a Blogosfera como  algoz dessa. Vou expor agora a tal sequência de simples leituras supracitada.


A Primeira foi no Facebook de Milton Temer: "Globo, partido político. Pois é. Está na coluna da Miriam Leitão algo que passa desapercebido mas tem que ser analisado mais seriamente. São os debates temáticos que Globo,CBN vêm organizando, não só no auditório da empresa como em espaços públicos, reunindo apenas uma corrente de pensamento - privatista e neoliberal. Depois, dão ampla cobertura e fica o fato valendo como "debate na sociedade". É fundamental que setores progressistas na academia e fora dela atentem e partam para o contraponto que desqualifique a falácia"


Em seguida, quando passei pela página de O GLOBO, deparei-me com a primeira, de um série de reportagens anúnciadas pelo jornal, sobre o tema: PRIVATIZAÇÕES. O título da tal matéria era: 
"Empresas privatizadas já respondem por 25% da receita das companhias de capital aberto"


RIO e VOLTA REDONDA - Com a venda da Usiminas, em outubro de 1991, o Brasil iniciava a era das privatizações, que mudou a cara da economia do país. Siderúrgicas, petroquímicas, ferrovias, empresas de energia elétrica e telefônicas estatais passaram às mãos da iniciativa privada. O pontapé inicial desse processo, inserido no conjunto de reformas econômicas promovidas pelo então presidente Fernando Collor de Mello, foi o Programa Nacional de Desestatização (PND), tocado pelo BNDES. Por um lado, o programa visava a enxugar o Estado, reduzindo sua intervenção na economia e liberando-o para atuar em áreas como saúde e educação, conforme o receituário mais liberal que dominou o mundo nos anos 90. Por outro, a venda de estatais era usada para abater dívida pública e, de quebra, recuperar a credibilidade do Brasil no exterior, manchada desde a moratória de 1987.


Desde que se livraram das amarras do governo, a maior parte das estatais privatizadas pisou no acelerador e cresceu. Os 20 maiores grupos ou empresas criados a partir das privatizações ou concessões à iniciativa privada nos últimos 20 anos já somavam R$ 300 bilhões em receita em 2010, ou 25% do faturamento das companhias de capital aberto do país. Em valor de mercado, eles respondem hoje por 20% do total - ou R$ 513,6 bilhões. Os dados foram levantados pelo GLOBO a partir de informações da consultoria Economatica e excluem empresas do setor financeiro ou seguradoras. Entre as firmas estão Vale, que lidera o ranking, a telefônica Oi e a Braskem, que, embora tenha sido criada em 2002, absorveu praticamente todas as pequenas petroquímicas que atuavam sob batuta estatal.


- O governo havia alavancado a indústria de base, mas não conseguia mais sustentá-la. Era necessário retirar esse ônus do Estado - diz Francisco Anuatti, economista da USP de Ribeirão Preto e autor de artigos sobre o processo de privatização. - A maior parte das empresas se tornou mais competitiva e eficiente.
A partir de hoje , O GLOBO publica uma série de reportagens sobre os 20 anos das privatizações, que se estenderá pelos próximos três domingos.


Pois bem, quando terminei a leitura de tal reportagem, imediatamente veio a minha mente o quanto MiltonTemer estava correto em seu post, ao colocar a atuação de O Globo como a de um PARTIDO POLÍTICO- não teria melhor exemplo de pensamento PRIVATISTA E NEOLIBERAL sendo propagado.


Enfim, pra finalizar, fui ao Blog do Brizola Neto (O TIJOLAÇO), onde, como de costume, o jovem parlamentar, tal como outros blogueiros,  utiliza o espaço de seu Blog para rebater notícias  de cunho falacioso, e nesse Domingo não foi diferente. Lá estava: 


As contas da privatização


O Globo publica hoje matéria sobre os vinte anos de privatização de empresas estatais e diz que as empresas privatizadas responderam por um faturamento de R$ 3oo bilhões em 2010. A dólar de dezembro do ano passado, US$ 177 bilhões.
O total da receita com as privatizações, de 1991 a 2002, somou US$ 87,5 bilhões: US$ 59,5 bilhões em privatizações federais e US$ 28 bilhões em privatizações estaduais. Ou seja, metade do faturamento de um só ano destas empresas.
Diz o jornal que as empresas foram vendidas para reduzir o endividamento do Estado brasileiro. A dívida líquida do setor público no Brasil, em 1991, era de US$ 144 bilhões. Em 2002, com tudo que a privatização deveria ter “abatido” deste valor, era de US$ 300 bilhões.


Nem privatizar, nem dever, em si, são, em si, pecados. Vender mal, seja entregando o que é estratégico, seja fazendo isso na bacia das almas, por valores irrisórios, são. Dever, quando se paga juros módicos, pode ser o caminho para o desenvolvimento e o progresso. A juros extorsivos, porém, é apenas o caminho da escravidão ao rentismo.
A grande maioria das privatizações foi feita com financiamento público, com uma elevação brutal das tarifas cobradas nos servilos públicos, não se conservou participação do Estado nem para dirigir estrategicamente as suas atividades, nem para participar dos lucros que produziam.
Estamos pagando caro, muito caro, e ainda pagaremos por muitos anos por este período de vergonha da história brasileira.


Não foi uma estratégia, foi uma liquidação, uma entrega desavergonhada do que pertencia ao povo brasileiro.


Enfim, a olhos mais desatentos, ou desinteressados, pode não parecer nada demais, porém, essa série de pequenos acontecimentos mostra muito bem por qual motivo a Grande Mídia não gosta da Blogosfera. Afinal, quem mais poderia oferecer um contraponto a FALÁCIAS DO PIG?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fim do Professor...

Transcrevo abaixo carta manuscrita de um professor da rede pública estadual, entregue a mim no corredor de uma escola na periferia de São Paulo onde lecionamos conjuntamente. Ele, professor de Física e Química, quase sexagenário com mais de vinte anos de carreira. Eu, professor de Sociologia, recém -ingresso nos "enta", assim como recente na rede, representante de uma corrente de esperança por dias melhores, porta voz deste professor que fala, ou melhor, escreve por muitos...

O FIM DO PROFESSOR

Oculte seus princípios, 

oculte sua alegria.

Observe o navio afundar...

não adianta fugir,

não adianta gritar.

Ao seu redor é cada um por si. Não há união...
...nem comunicação.

Sou simplesmente um professor, ou melhor, um ser incompetente, medíocre, burro ou idiota que até agora não percebeu que nesse país a educação é uma palavra vazia ou simplesmente o nada; chegando se a simples conclusão que ser professor é fazer parte do nada.


sábado, 24 de setembro de 2011

VEJA cada vez mais CEGA


TEXTO PÚBLICO EM RESPOSTA AO COLUNISTA AUGUSTO NUNES, DA VEJA, QUE ME AFRONTA DE FORMA VERGONHOSA, DISTORCENDO INFORMAÇÕES E FATOS COMO BOM SERVO QUE É DA MÍDIA GOLPISTA QUE O EMPREGA.

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-unico-manifestante-que-atendeu-a-convocacao-culpa-a-midia-golpista-pelo-fiasco-do-protesto-contra-a-midia-golpista/



Que a mídia no Brasil é um oligopólio concentrado nas mãos de algumas famílias das classes dominantes eu já sabia.

Que a mídia mente, falseia , inventa e reproduz ideologias burguesas, eu também sabia. Mas o que não imaginava mesmo é que, eu, um simples blogueiro e professor de escola pública, me converteria em assunto na falta deste, a um colunista da revista VEJA. Avisado por uma amiga acessei um link que me jogou no blog do Augusto Nunes. A manchete de imediato chamou me  a atenção, porém, na medida em que avançava na leitura, fui surpreendido ao me ver noticiado como sujeito principal do texto. Fui qualificado pelo "jornalista" como orador representante dos "20 gatos pingados, que nem estudante é, e que, se não mentiu, é professor". O que se segue é uma série de reproduções de minhas falas com objetivo claro de me achincalhar e me associar a uma persona non grata desta publicação, o "cumpanheiro". O grande equívoco desse colunista, no entanto, foi reproduzir da forma mais imbecil possível a ideologia da revista que o emprega. Fiel ao estilo do patrão, veicula informações desconexas num texto de gosto duvidoso, que faz a alegria de leitores incautos, desprovidos de senso crítico e manipulados, conforme se vê nos comentários deixados em seu blog.

Agora vamos ao dado concreto

Eu fui atraído ao vão do MASP naquela tarde de sábado, 17 de Setembro, por meio de uma publicidade no Facebook. Meu objetivo era gravar o evento para usá-lo como ferramenta didática em apoio às minhas aulas, pois o assunto no bimestre, coincidentemente era a mídia. Essa prática inclusive, de utilização das novas tecnologias, consta nos parâmetros curriculares do ensino médio da Secretaria da Educação. Assim, me dirigi ao local com esse único intuito. Ao me situar, por meio dos "meia dúzia de gatos pingados que lá estavam", segundo o colunista, dos objetivos do movimento, me simpatizei de pronto com a causa e passei a narrar aos meus alunos em forma de vídeo aula. Ou seja, eu não tinha nada a ver com o movimento. Fui cumprir meu papel de professor de sociologia e encontrei voluntários segurando faixas que simplesmente  se identificaram com a causa que os arregimentou. Não tinha nada a ver com milicianos da CUT ou do PT como o colunista induz a pensar em seu texto tendencioso e desprovido de qualquer ética jornalística, como é comum a essa publicação.  O que me causa ainda mais repulsa é a maneira deselegante, irônica e desrespeitosa com que este colunista dirige se aos poucos que ousam solidarizar se comigo nos comentários perdidos em meio aos aplausos da insensatez.

Não obstante a tudo isso, tenho mais é que agradecer ao Augusto Nunes por ter dado tanta visibilidade ao meu vídeo. Na tentativa de desmoralizar um movimento legítimo,  O MSM - Movimento dos sem Mídia, ele alçou este movimento ao reconhecimento dos que lhe ignoravam, por absoluta falta da informação que a a mídia deveria prover.Quanto a este simples professor que vos escreve, tal episódio só serviu para mostrar-me que estou no caminho certo ao politizar meus alunos e preveni-los contra essa mídia golpista.

Aos quase 2500 membros da Juventude Politizada do Brasil, comunidade do Orkut,  formada por alunos da rede pública de ensino, meu grande abraço e a certeza de que vocês estão reescrevendo a estória da educação nesse país. Ao "jornalista", meu agradecimento e à VEJA, meu desprezo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Movimento dos Sem Mídia - Ato Público no MASP


Tive a grata satisfação de participar  nesse sábado, 17/09 de uma manifestação convocado pelo MSM (Movimento dos Sem Mídia) no vão livre do MASP em São Paulo. O objetivo era alertar a opinião pública para a necessidade da democratização da mídia brasileira. Temos acompanhado a queda de braços entre alguns setores ligados ao PT que falam em democratização e setores mais conservadores ligados ao PSDB que falam em censura. O dado concreto é que o debate está posto e bem poucas pessoas ainda, são capazes de formular uma opinião sobre o assunto. Seja como for, é importante a ação deste movimento que procura esclarecer a opinião publica sobre o oligopólio que reúne os veículos de comunicação no Brasil. Isso, por si só, já constitui uma imoralidade. Este blog já tomou partido nessa questão. Neste vídeo, faço uso do microfone democrático do MSM para denunciar a política de desmanche da educação pública promovida pelos governos tucanos em São Paulo e Minas Gerais.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PTMDB - O "novo" grande partido nacional

Como se sabe, dia desses o PT (Partido dos Trabalhadores) realizou seu congresso nacional em Brasília. Como de costume, lá se reuniram as diversas facções do partido (redundância à parte) numa grande festa democrática. A voz das "minorias", no entanto, insatisfeitas com o noivado com a antes combatida sigla, se fez ouvir e de forma incômoda, pra não dizer constrangedora. Uma das correntes, chamada de "Mensagem ao Partido" chegou a pregar a ruptura com o PMDB em nome das eleições que se avizinham. Uma demonstração cabal de ingratidão para com o partido que foi determinante para a eleição de Dilma. Na verdade, coisas da política. Nestas horas o que prevalece são as conhecidas e hábeis tiradas diplomáticas dos políticos profissionais e de longa carreira, como a de Michel Temer, um dos mais surrados no congresso: "Essas manifestações mais radicais são facilmente superadas pela forte relação que os dois partidos consolidaram ao longo da aliança". Isso resume tudo. Na prática não existe mais dois partidos, só na teoria, para manter as aparências e a "credibilidade" das siglas. O governo Dilma não subsistiria sem essa relação carnal com o PMDB, assim como o de LULA. O desafio para os caciques de ambos os partidos é conter os ânimos das correntes mais à esquerda que ainda se pautam pela ideologia. O dado concreto é que ideologia em política virou uma espécie de artigo de museu, algo bonito de se ver, de se admirar e de nos remeter à história, porém, coisa do passado. O PT teve que "descobrir" isso para chegar ao poder e se manter por lá. Duas letrinhas na sigla (PT) não conseguiria representar na prática um partido no exercício do poder. Daí a metamorfose e o acréscimo de mais três letrinhas (MDB) O (P) já era comum aos dois, como é comum também o jogo de interesses. Surge então o PTMDB, um verdadeiro "Leviatã", só para lembrar de Hobbes. Um gigantesco monstro que se nutre do fisiologismo, das conveniências e claro, da diplomacia que os mantem unidos no interesse comum. Está claro e nítido, só resta às correntes minoritárias de ambos os partidos perceberem que o casamento já foi sacramentado, só que eles não foram convidados para a festa "democrática".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um grama de ação ou uma tonelada de teoria?


Reproduzo aqui o texto do BLOG da professora de História mais idealista e comprometida com a profissão que já tive o prazer de conhecer.
Apoio, incentivo e recomendo seus extraordinários conteúdos.

Fonte original:http://historiacorrente.blogspot.com/

“Um grama de ação vale uma tonelada de teoria.” Friedrich Engels

E a Educação no Brasil... ainda conta com um grama de ação...

Pois é. Em meio a greves de professores, falta de apoio e incentivo ao profissional, falta até mesmo de estrutura física a qual impossibilita o desenvolvimento de qualquer trabalho didático, projeto ou iniciativa por parte do educador, falta de uma política salarial ou um plano de cargos e salários que o valorize e principalmente, que lhe dê oportunidade de exercer com qualidade seu papel, enfim, em meio ao caos na Educação, conhecemos e convivemos com a LDB9.394/96 – Leis de Diretrizes e bases, a qual vem reafirmar o papel da Educação e o direito à ela, garantido pela Constituição.

Qualquer professor que tenha estudado a LDB e seus PCN’s – Planos curriculares Nacionais, fica extasiado diante de um amontoado de letras que diz absolutamente tudo o que a Educação deveria fazer por um indivíduo, tudo o que deveria desenvolver neste indivíduo...mas que infelizmente, na maioria quase absoluta das vezes não o faz. E não o faz, pelos motivos já ditos no início deste texto. É como se a cada vez que lêssemos as leis, os parâmetros, os artigos, confirmássemos que a teoria jamais será colocada em prática... como se tudo não passasse de uma utopia romântica, de muito boa vontade e intenção e uma grande dose de "conhecimento de causa" por parte dos especialistas da educação....mas...impraticável em nosso contexto.

Mas eu disse “quase absoluta certeza” , porque existem exceções. E uma destas, eu conheço de perto, participo dela e tenho o prazer de dedicar através deste texto, meu respeito, meu carinho, reconhecimento, admiração e a certeza de que podemos sim, realizar utopias.
Falo da JUVENTUDE POLITIZADA DO BRASIL, uma comunidade virtual da rede social Orkut, criada pelo sociólogo Marcello de Paolla, meu mestre... e que vem despertando em mim, o desejo sincero de colocar toda a LDB em prática, de todas as formas e maneiras que eu puder alcançar, assim como o fez este professor de São Paulo... designado pelo Estado, cargo com tempo determinado e que se encerra a cada ano e, que só será renovado pra substituir os “efetivos” insatisfeitos e com poder de greve... licenciados...ou outra coisa parecida.

Voltando à comunidade, ela conseguiu em um curto espaço de tempo, colocar em prática vários pontos dos PCN’s para os projetos políticos pedagógicos da disciplina sociologia e que ironicamente, o professor sequer teve acesso nas escolas em que leciona (fato que se repete na maioria das escolas públicas, as quais não utilizam PPP’s por diversos motivos, entre eles, o tal contexto em que nós, os profissionais da educação, vivemos.

Mas contrariando todas as expectativas ou falta delas, desafiando todas as dificuldades encontradas pelo árduo caminho do ensino público, na comunidade JPB, discutem –se os famosos temas transversais: meio ambiente, sexualidade, cidadania, justiça social e outros ...e incrível... praticando também a interdisciplinaridade, já que lá, em um único tópico, é capaz de se debater biologia, química, física, história e até matemática...dependendo do tema proposto.

Basta abrir um tópico sobre drogas, que aparecem alunos defendendo ou refutando a liberalização de drogas... discutindo o que seria melhor ou pior para as famílias e sociedade...
Sobre sexualidade então, o tópico rendeu várias postagens sobre camisinha, os perigos da gravidez na adolescência...

Discutem até a possibilidade da existência ou não existência de Deus...e pra isto, o debate consome muita biologia, genética, espiritualidade, fé... e ciências de modo geral...

Agora estão discutindo conceitos dos mais diversos, com assertivas propostas no chamado “Grande Desafio”. Falam de “ditadura”, “democracia”, “política”, “sociedade”, “cidadania”...

Eu fico emocionada de estar participando disto tudo. E fico também me perguntando: por que a maioria dos colegas não conseguem em meio ao caos, praticar um grama de ação como esta? Por que tudo é tão difícil? Por quê não nos apegarmos ao que temos, como o fez o professor que utiliza-se de um recurso que se tornou tão corriqueiro – internet tem em quase todo lugar e quase todo mundo tem acesso – um recurso como as redes sociais que qualquer aluno do ensino secundário utiliza pra namorar, paquerar ... e transformar isto em uma “indiscutível prática da LDB e seus PCNS” que segundo suas finalidades, são para “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos superiores”.

É assim que conseguiremos trabalhar de verdade. É com vontade, criatividade, compromisso... independente do salário ruim, das situações precárias...porque temos que ter a visão de que só conscientizando esses alunos, transformando-os em cidadãos de verdade, com senso crítico, é que será possível mudar o cenário da Educação no país. Basta um grama de ação, pra valer uma tonelada de teorias.

Eu sei que é complicado, como sei...a realidade do professor no Brasil é triste, é vergonhosa... mas são iniciativas assim que demonstram a importância de se acreditar na profissão...
É assim que aprendemos que teorias podem sim serem praticadas... de várias formas...através de vários instrumentos...com o objetivo de alcançar a proposta maior que nos fizemos ao optarmos pela profissão “professor”.

Professor Marcello, fica aqui meus parabéns. Minha admiração por você é imensa. Sua iniciativa é exemplo para todos nós...professores que desejamos de verdade, fazer a diferença. Conte comigo...sempre...

Pra quem quiser observar, participar, ou simplesmente conferir, abaixo o link de nossa escola virtual...será um prazer recebê-lo:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=105331054

sábado, 2 de julho de 2011

O Grande Desafio


No terceiro bimestre, meus alunos do colégio Alberto Salotti serão apresentados a um novo modelo de avaliação. Trata-se de um debate virtual entre classes onde, proposições serão lançadas para serem ratificadas por um grupo e contestadas por outro. A ideia é que os alunos desenvolvam seu senso crítico diante dos grandes temas da atualidade. Os debates ocorrerão na comunidade virtual Juventude Politizada do Brasil (Orkut)http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=105331054 e terá como inspiração o premiado filme O Grande Desafio estrelado por Denzel Washington.