quinta-feira, 1 de julho de 2010

BEM VINDOS ALUNOS...


Moçada do Vieira, Salotti e Mademoiselle...

É com satisfação que recebo seus comentários. Espero que esse seja um canal complementar dessa relação entre professor e aluno, uma vez que temos pouco contato em sala de aula.

O mais importante é que vocês desenvolvam esse olhar sociológico sobre a realidade, potencial comum a todos nós, que no entanto, é sufocado por uma mídia viciada em nos desinformar.

Qualquer dúvida me acessem pelo e-mail marcelodepaula2008@hotmail.com

Grande abraço e até nosso próximo encontro...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brasil e Irã, o sucesso do diálogo interessa ao mundo

Nesta semana, o Brasil atrai, novamente, a atenção do mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em mais uma viagem internacional e, amanhã, desembarca em Teerã, capital do Irã, para visita de dois dias. A visita desperta sentimentos variados, elogios declarados e críticas furiosas.

Sem dúvida, a iniciativa é ato corajoso da diplomacia brasileira. Mais especificamente, de uma diplomacia presidencial, que se tornou uma das características das relações internacionais ao projetar, através do governante, o prestígio e a liderança do país.

O Irã tem 70 milhões de habitantes. Desde a pré-história, é palco de disputas entre impérios estrangeiros. Rico em petróleo, foi invadido durante a Segunda Guerra Mundial pelos exércitos russo e britânico, com apoio dos norte-americanos. Território estratégico e de grande importância geográfica, com acesso às mais importantes rotas marítimas do petróleo árabe para o mundo ocidental, está no centro de perigoso jogo de forças internacional.

Situado praticamente a meio caminho entre o Ocidente e a Ásia, na vizinhança do Oriente Médio e próximo de potências atômicas regionais como Israel, Índia e Paquistão, o Irã desenvolve um programa nuclear que é criticado e desperta apreensão. Nesse cenário, e sob as vistas do mundo, o presidente Lula chega a Teerã disposto a obter acordo na área nuclear com o colega Mahmoud Ahmadinejad.

Em linhas gerais, o acordo consiste em convencer o Irã a enriquecer, em outro país, o urânio do qual necessita para a produção de energia nuclear. O governo iraniano insiste que sua intenção é pacífica e que não deseja fabricar bombas atômicas. Porém, há uma desconfiança generalizada por parte de muitos países, tendo em vista a natureza política do regime iraniano e as constantes ameaças que dirige aos Estados Unidos e Israel.

A aproximação do Brasil com o Irã, nas atuais circunstâncias, constitui lance ousado do Itamaraty e oferece riscos à posição brasileira no cenário mundial, na avaliação da imprensa nacional. É o que pensam também especialistas em política internacional. Nossa diplomacia, historicamente, tem sido pródiga em iniciativas corajosas, que, embora despertassem desconfiança e críticas a princípio, afinal acabaram por demonstrar o acerto.

Hoje, louvamos a atuação corajosa de Oswaldo Aranha, nosso representante na ONU quando, em 1947, presidiu uma difícil sessão que deliberou pela criação do Estado de Israel. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência da socialista Angola, consolidando laços com a África, em plena Guerra Fria, período de extremado antagonismo ideológico.

Nessa mesma época, o governo adotou uma linha de relações internacionais independente e corajosa — o mesmo governo que foi capaz de romper um tratado militar com os Estados Unidos, atitude quase impensável, ainda mais partindo de um regime autoritário que ascendeu contando com forte apoio norte-americano.

Nossa diplomacia tem oferecido ao país mais acertos do que erros. A conformação atual do mapa brasileiro foi resultado de atuação vigorosa — e não isenta de críticas — conduzida com energia pelo patrono Barão de Rio Branco, responsável pela intensificação da nossa presença no cenário mundial.

Atualmente, apesar da aproximação maior com alguns de nossos vizinhos latino-americanos — Argentina, Equador, Bolívia e Venezuela, especialmente — relações que em alguns momentos foram marcados por episódios tensos, nossa diplomacia não compromete o país, ao contrário, afirma a liderança continental. O Mercosul é realidade, iniciativa brasileira, resultado de processo complexo e difícil, pleno de obstáculos. Porém, mesmo com equívocos que clamam por ajuste na construção do bloco regional, o Mercosul segue o caminho.

Enfim, o Brasil se mantém fiel ao ímpeto negociador e pacificador, padrão que norteia nossa diplomacia desde Rio Branco, “ultimo grande representante da escola de estadistas do século 19 brasileiro”, como diz Rubens Ricupero, um de nossos grandes diplomatas e pensadores. A diplomacia brasileira, hoje, é resultado e ao mesmo tempo artífice de uma política externa que projeta o Brasil e o habilita a lançar-se em processos de envergadura. É o caso da visita de Lula ao Irã. Esperamos, sinceramente, que tenha sucesso. A iniciativa poderá contribuir muito para a garantia da paz mundial.

(*) Pedro Simon é Senador pelo PMDB do RS

Artigo pulicado no jornal Correio Braziliense - Opinião

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2009 – O Brasil se apresenta ao mundo



“O Brasil quando sonha sacode Washington; quando se move desloca o Continente; e quando acordar abalará o mundo.” John Gerassi (jornalista estadunidense).

E não é que o “gigante adormecido” despertou mesmo!
O ano de 2009, não obstante ter sido o ano da crise econômica mundial mais devastadora após a grande depressão de 1929, foi muito positivo para o Brasil.
“Foi um ano bom para o Brasil. A crise financeira internacional acabou sendo uma boa oportunidade para mostrarmos ao mundo a força da nossa economia e a nossa capacidade de superação e, com isso, nosso país ser ainda mais respeitado nos fóruns internacionais”, disse Lula à ISTOÉ, ao saber que foi eleito pela revista “O Brasileiro do Ano”..
O Brasil está na moda e durante todo o ano foi tema de capa das diversas revistas e periódicos internacionais, sem contar os mimos dispensados ao Presidente LULA que teve sua foto estampada nas capas de jornais como "El Pais" e "Le Monde" como personalidade do ano. Conhecido como “O País do Futuro” o Brasil, mais presente que nunca, desponta como uma das principais forças globais deste início de século e já é presença obrigatória nos principais foros internacionais.
Essa conquista, no entanto, é fruto de um processo iniciado com a estabilização da moeda que, levado a risca e aperfeiçoado pelo atual governo, propiciou um cenário absolutamente favorável ao nosso país.
Graças ao empenho brasileiro o G8, grupo restrito de países que se reuniam para decidir os rumos do mundo converteu-se em G20 (formado pelos países mais ricos e os emergentes). No plano internacional, o Brasil também se destacou, mantendo soldados no Haiti e oferecendo abrigo ao presidente deposto de Honduras em sua própria embaixada. Tal medida, assim como a hospitalidade ao presidente do Irã, ainda que serem consideradas polêmicas por alguns, colocaram o Brasil no centro das atenções da imprensa mundial que deram grande destaque aos dois episódios, numa franca demonstração de que cada passo dado pelo Brasil repercute em todo o globo.
Soma-se a isso a descoberta de vastas áreas de petróleo no litoral brasileiro e a conquista do direito de sediar os dois eventos esportivos mais importantes do planeta, podemos concluir com orgulho que a previsão do jornalista que abre este artigo estava correta.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Laranjas da CUTRALE e "laranjas" do MST


O dado "concreto" é o seguinte...

O MST náo é flor que se cheire e qualquer um aqui com 0,1 de QI sabe disso...

Deixemos as paixões ideológicas de lado e analisemos os fatos.

O MST está corrompido atualmente, tem políticos por trás, perdeu a virgindade, portanto, não é mais donzela.

A atitude do MST no episódio aqui descrito tem tanto apoio quanto a oposição ao LULA.

Muita coisa precisa ser revista, mas não é só no MST. A Reforma Agrária precisa de uma "reforma". O governo é muito lento em suas políticas para o setor e essa polarização entre proprietários de terra e necessitados de terra requer um fiel da balança, que em tese, deveria ser o governo, mas por que não a iniciativa privada também? O Brasil não é um país de todos? Os problemas também devem ser de todos!

Agora, culpar o MST pura e simplesmente é cômodo demais, principalmente se cada um aqui ja tiver seu pedacinho de chão...

Que A Cutrale e demais empresas que detem as concessões de terras façam mais que "gerar empregos"...será que o salário que pagam dá para comprar um "cercadim"?

Tudo quanto é empresa entrou na onda do marketing ecológico pra inglês ver, e quanto ao marketing social?

Tadinho dos 3 mil pés de laranja massacrados pelos tratores, que comove os "entendidos"do assunto...

E quanto ao exército de "laranjas" alistado pelos MST???

Laranja, se planta de novo, agora "laranja" dificilmente tem uma nova oportunidade ainda mais depois de uma ação coletiva desastrada...

Vida de gado não é fácil, que o diga Zé Ramalho.
Obs.: Este tema está em debate em minha comunidade no Orkut. Participe!

sábado, 3 de outubro de 2009

Os presidentes também choram




A cena do Presidente LULA chorando compulsivamente após o anúncio da vitória da candidatura do Rio de Janeiro para sediar as olimpíadas de 2016, é destas imagens que entrarão para a história. A imagem fala por si. É um choro que revela a sensibilidade do homem por trás do líder. A emoção aflorada e incontida foi o desfecho de meses de empenho pessoal e uma obstinação quase xiita em mostrar ao mundo que era a hora e a vez do Brasil.

O Presidente LULA é apaixonado pelo Brasil e isto se evidencia no seu jeito de ser tão tipicamente brasileiro e que destoa da sisudez das etiquetas protocolares.

LULA ganhou o mundo com um discurso convincente e que deu aos concorrentes, apesar da frustração inevitável, uma sensação de que as Olimpiádas 2016 ficaram em boas mãos.

LULA consegue ser nacionalista e ao mesmo tempo inclusivo, "Brasil, um país de todos" é o mote de seu governo e isso ficou claro no filme da campanha que não exaltou apenas o Rio, mas o Continente. As olímpíadas não vieram para o Rio e sim para a América do Sul.

Por tudo isso, LULA é evidentemente o presidente brasileiro mais querido do exterior de todos os tempos, pois demonstra em cada opotunidade que o poder não rompe necessariamente com a humanidade do político e, de quebra, ensinou ao mundo que:

Os presidentes choram quando se lembram que apesar do poder ainda são homens...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Brasil saiu mais forte do G-20


Realizada em Pittsburgh (a antiga cidade do aço nos Estados Unidos, hoje centro de alta tecnologia, educação e medicina avançada), a reunião de cúpula do G-20 conseguiu resultados importantes para o estabelecimento de novos patamares para a economia internacional. É inegável que o principal deles é o de apoiar as políticas de estímulo ao crescimento e ao emprego, capítulo em que o Brasil figurou como exemplo às demais nações.

Mas foi relevante também a consolidação da autoridade do G-20 e a derrocada do G-8. Por decisão negociada, o comunicado oficial da cúpula passa ao G-20 (formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Européia) o papel de principal fórum de discussão econômico mundial, antes ocupado pelo G-8 (formado pelos sete países mais industrializados além da Rússia).

A cúpula abriu caminho para a reforma das instituições financeiras internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial (Bird), entre outras, por meio da reformulação do atual arranjo de forças nesses organismos internacionais.

Foi ampliado o direito de voto dos países emergentes nessas instituições. No caso do FMI, serão “pelo menos 5%” de repasse de cotas das nações desenvolvidas para os emergentes; no caso do Bird, a reforma prevê a transferência de 3% das cotas.

Além disso, foi retomada a agenda da reforma do sistema bancário e financeiro internacional com mais controle e regulação, papéis que não estarão mais nas mãos do FMI, mas que terão o G-20 como fórum condutor.

Os resultados do encontro desmentem todas as análises e previsões de nossos tucanos com seus ex-embaixadores e ex-ministros de relações exteriores à frente, que têm atuado como verdadeiros profetas do apocalipse ao invés de analistas da realidade econômica.

Se estivessem fazendo análise econômica, teriam que reconhecer o papel importante do governo do presidente Lula, que, com sua acertada política externa e medidas anticíclicas, fez do nosso país o último a ingressar na crise e o primeiro a sair dela.

Não à toa o Brasil exerceu papel de relevo no encontro do G-20, porque foi capaz de se antecipar no caminho correto na maior crise dos últimos cem anos, estimulando o consumo e o crescimento econômico, mas particularmente o emprego, uma das preocupações demonstradas na cúpula.

Ao final deste ano, teremos criado 1 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada. No ano que vem, teremos um crescimento previsto de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto), quando o FMI prevê 3% para a média mundial em 2010.

A atuação brasileira na reunião do G-20 pode ser elogiada por sua posição correta —e vitoriosa— de se alinhar aos demais países emergentes e a algumas nações desenvolvidas para combater a proposta dos Estados Unidos e do Reino Unido para que as reformas das instituições econômico-financeiras após a bancarrota mundial fossem coordenadas pelo FMI.

Mas o verdadeiro destaque está no fortalecimento da economia brasileira com uma política que lançou as bases para a solidez diante de crises internacionais.

Dos participantes do encontro do G-20 veio admiração com os impressionantes números da economia brasileira, de crescimento e de capacidade de criação de empregos.

O principal motivo para esse desempenho é a opção política tomada pelo governo Lula de fortalecer os bancos públicos brasileiros e de colocá-los como artífices do crescimento, através da oferta de crédito justamente no momento de crise.

Uma economia sólida, em crescimento constante e estruturado, no qual o Estado estimula e promove políticas de distribuição de renda e de incentivo à criação de empregos. São por essas razões que saímos maiores da reunião do G-20. Essa é a real vitória do Brasil.



José Dirceu, 63 anos, é advogado e ex-ministro da Casa Civil

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Antinacionalismo, uma praga genuinamente nacional

Antinacionalismo, uma praga

genuinamente nacional


A imprensa brasileira vende e revende, sem parar, um costume nacional algo psicótico, a mania do brasileiro de ser antinacional. Em qualquer situação que não envolva dinheiro, devemos sempre pensar no interesse financeiro e comercial do empresariado antes de pensar em valores “ultrapassados” como a honra e a dignidade da nação.

Há alguns meses, minha filha que estuda na Austrália falou-me dessa praga que tanto constatei em minhas viagens pelo mundo. Ela acabara de iniciar um curso de inglês. No primeiro dia de aula, tendo colegas de todas as partes do mundo, disse ter sentido muita vergonha de seu país.

O professor instou os alunos das diversas nacionalidades a falarem sobre seus países. O francês, o italiano, o japonês ou o árabe, entre tantos numa classe de quase 40 pessoas, falaram maravilhas de suas pátrias. Os únicos que falaram mal do próprio país foram os colegas brasileiros de minha filha.

Fora o Brasil, conheço 15 países (ou mais, agora não estou certo) entre os das Américas, da África e da Europa. Em nenhum deles conheci um povo que faz tanta propaganda negativa de si mesmo como o nosso e que não tenha nem o mínimo do mínimo de patriotismo, palavra que, neste país, é considerada maldita.

Sempre quis saber de onde vinha isso, e agora, nesse episódio da crise em Honduras, começo a entender. O antinacionalismo histérico do brasileiro vem das classes sociais mais altas, que detêm meios de comunicação para venderem suas idiossincrasias de todos os tipos, sobretudo as mais exóticas como o nosso antinacionalismo renitente.

Temos uma elite ignorante como uma porta, neste país. Acha que está abafando ao usar palavras em inglês e em outros idiomas que considera “chique” afetar que conhece. Acha que contar ao mundo como nosso povo é inculto e cafona a torna parte de povos aos quais não pertence. Acha que depreciar o Brasil o tempo todo é prova de sei lá o quê.

Um país pequeno e paupérrimo como Honduras, que, por ação de uma elite que infesta a América Latina, também é atrasado e injusto, decide violar todas as normas do direito internacional e pisotear nosso território na forma de uma representação diplomática enquanto nossa imprensa se dedica a apoiar os ataques dessa potência ao inverso.

Um povo que não ama sua pátria é um povo sem pátria, e quando não se tem pátria não se tem valores, e quando um povo não tem valores só lhe restam a perversão, a corrupção moral, o egoísmo e a futilidade. E o pior é que esses contra-valores vêm das classes sociais que deveriam dar exemplos positivos, em vez de negativos.


Fonte: Eduardo Guimarães, direto de seu BLOG que recomendo: http://edu.guim.blog.uol.com.br